Santa Maria

Meus amigos do Facebook puderam ler na semana passada a minha preocupação ao ouvir um “caça” voando muito baixo na Avenida Paulista. Depois soube que era por causa da corrida em Interlagos.

Logo me lembrei de uns quatro anos atrás quando saia antes do amanhecer de casa para Congonhas. De lá viajava até Porto Alegre e duas horas depois, ia de ônibus até Estrela. Encontrava meu chefe Leal – do Projeto Gemas e Jóias. Então saímos de carro em direção a fronteira do Uruguai, quer fosse até Livramento, Quaraí ou Barra do Quaraí. Longe-pra-dana!!

Um dia todo de viagem. Pista simples, muita curva, mas uma paisagem quase sempre linda! Por vezes florida; por vezes seca. Muitas plantações e a conversa era sempre muito boa – isto quando ele não me colocava para dirigir e dormia no banco ao lado.

Santa Maria era mais ou menos uma parada obrigatória: ou tínhamos alguma reunião e nestas vezes acabávamos dormindo por lá ou para fazermos uma refeição. Caso contrário, seguíamos viagem! Chegar a Livramento já era uma vitória. Quantas vezes ainda viajávamos mais 110km até Quaraí ou ainda mais 180km depois de Quarai até Barra.

Na volta, sempre a mesma jornada.

Num desses retornos, decidimos passar direto por Santa Maria e o Leal dormia um sono solto no banco reclinado do carona ao meu lado. Dia frio; muito sol; céu azul e eu tranqüila dirigia agradecendo a falta de movimento na estrada... quando só tive tempo de brecar e instintivamente colocar o braço direito sobre o peito do Leal como um ato de proteção. Ele acordou “de um salto” a tempo de ver o que me fizera frear bruscamente: o som havia me detido. Um caça decolara da Base Aérea Militar junto a rodovia e conseguimos ver o rosto e o capacete do piloto de tão baixo que ele estava.

Naturalmente não vimos a cor dos olhos dele! Mas o barulho ensurdecedor e o deslocamento de ar provocado pela proximidade me obrigaram a respirar fundo antes de continuar.

2 comentários:

Michel M. Achôa disse...

Caraca...
Deve ser muito legal ver um caça decolando. Isso no caso de você ser avisado antes. No seu caso, pega de surpresa, não deve ter sido uma boa.

Karina disse...

Sabe que uma vez viajei de lá para o Uruguai de "teco-teco" literalmente, pois haviam 14 lugares, sem pressurização e o comandante passava uma garrafa termica com uns copinhos descartáveis em cima virando-se para trás do lugar dele e aí vi um enorme estacionamento de caças ao lado da pista. Surreal!!

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