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Rotatória



Algumas peculiaridades do transito normalmente me chamam a atenção em diferente cidades. Em Goiania sempre achei interessante haver tantas rotatórias.



Primeiro pensava que devido a proximidade a Brasília o planejamento urbano tinha inspiração na vizinha Capital e assim as rotatórias na cidade. Mais ou menos uma a cada duas quadras. Bem verdade que são quadras grandes, ruas e avenidas largas. Duas pista onde em São Paulo existem três apertadinhas.


Acho muito civilizado as rotatórias. Você pouco tem que parar, permite vizulaizar longa distância... Mas na verdade aqui a razão é outra: permitir disfarçar quando errou o caminho e voltar a procurar a saída sem passar atestado ao passageiro ao lado!! Isso mesmo! Reparei isso depois de notar algumas vezes que passávamos pela mesma referência duas vezes seguidas: uma loja, um posto de combustível; uma placa diferenciada...
Os goianos não admitem, mas riem muito quando falo isso.
Outra característica: pare para pedir uma informação na rua enquanto dirige.
- Como eu faço para chegar em tal rua? Resposta: “- Sempre reto.”
Considerando que você está saindo de uma rotatória... pode ser a direita, a esquerda, na via do centro ou ainda, indo reto você vai cruzar com ela daqui a pouco. Tudo é verdade, o difícil é como alcançar a via desejada sem dar enormes voltas por descobrir que já passou por ela!!
Você aprende rápido!!

Cow Parade

Tenho pouco hábito de dirigir. Pouquísismo para ser mais exata.
Depois de uns quize anos volto a Goiania que conhecia tanto e pouco reconheço da cidade; de seus jeitos.
Rinaldo, com quem trabalho agora, com seu jeito tranquilo coloca um carro na minha mão, como diz ele com seu modo de falar tranquilo "para eu ficar mais livre para andar pela cidade". Ele só esqueceu que não me lembro mais de nada para ter desenvoltura.
Mas tudo bem.
Ele faz um pequeno roteiro a lápis para eu voltar do hotel a empresa. Entendi mais ou menos.
Tranquila, na manhã seguinte pensei: fácil, pego um daqueles mapas que sempre tem em hoteis e peço para me mostrarem onde quero ir... Assim, abro o mapa  e ouço da recepcionista sem rodeios: "O hotel está fora desse mapa e o bairro onde a senhora vai, mais longe ainda." E nem tenta me ajudar!!
Vamos lá, já estive em lugares onde nem pensei, sem mapa nenhum!
Sigo os rabiscos, acompanho o transito e começo a observar: é o maior número decarros utilitários e camionetes caríssimas por quarteirão. De modelos e cores que nunca imaginei.
Observo o comércio na região. Muitas lojas de produtos agropecuários e vejo dois bois zebus na porta de uma loja. Mais diante outro boi. Na outra quadra mais um. Então me lmebro que na noite anterior quando cheguei, havia visto outros bois, inclusive um no alto de um painel!! Todos brancos.
Conclui os artistas plásticos aqui são minimalistas. Ou estão usando a Cow Parade para uma manisfestação de paz!!
No Brasil continental tem sido assim. As mínimas coisas são muito diferentes.
Os bois, objeto de decoração para quem tem vida e cultura rural! Ao avesso de cidades como São Paulo onde coloridos, partidos ao meio e tecnológicos inundam de arte as grandes vias públicas.

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