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Lançamento do livro na Casa das Rosas em São Paulo
quarta-feira, novembro 16, 2011 | Marcadores: Casa das Rosas, livro de crônicas, São Paulo | 0 Comments
Fogo na Banheira
Elsa tem os olhos ávidos e vívidos de uma jovem que vive e trabalha no campo. Nos campos da Provence!
Desembarcou em São Paulo vinda da França via Guiana Francesa por onde viajou de barco pela Floresta Amazônica até Belém e de lá até aqui de avião.
Fui conhecê-la no desembarque do Aeroporto de Guarulhos. Veio morar na minha casa à pedido de uma grande amiga – aprender mais e praticar francês é sempre bom. E aos poucos descobri, uma criatura ótima.
Nos primeiros dias ela olhava e comentava admirada – indignada – a altura dos prédios na cidade!!
Viajamos pelo interior do Estado algumas vezes para visitar minha família.
Resolvi fazer turismo com ela num fim de semana em São Paulo que confessou não conhecer um hotel cinco estrelas, nem de passar na porta. Nos hospedamos num hotel próximo a um shopping de decoração, numa região endinheirada da cidade, como se houvéssemos viajado para outra cidade.
Começamos bem: instaladas em nossa grande suíte – depois de todas aquelas mesuras do luxo e de nos divertirmos inspecionando todas aquelas mordomias encontradas lá, resolvi mostrar a ela o contraste que pode separar uma cidade como esta. Bem ao nosso lado, após a Marginal Pinheiros uma enorme favela, que tem como “moldura” o mais novo ícone da cidade: a Ponte Estaiada; pura arquitetura e tecnologia. Para tanto, caminhamos pelo enorme e largo corredor saindo da nossa suite; sobre um grosso e maravilhoso carpete até a porta corta fogo e nos colocamos na exígua e mal acabada sacada que dava acesso à escada de emergência externa ao prédio. Lógico: a pesada porta fechou-se atrás de nós e travou como deve ser!
Detalhe: estávamos no décimo quinto andar; ventava gelidamente, e estávamos sem agasalhos para um dia frio como fazia e sem celular para pedir ajuda. Relaxamos, observamos o que havia nos levado até lá e antes que uma hipotermia nos derrubasse começamos a descer, parando a cada lance de escada, tentando encontrar alguma porta entre aberta num dos andares e para se acabar de rir da nossa bobagem.
Durante dois dias fizemos absolutamente tudo o que o hotel, o shopping e o entorno ofereciam a turistas como nós. Tudo!
Academia, sauna, massagem; “cardápio” de travesseiros – pasmem cada uma escolheu a textura, o aroma e a opção de altura preferida. Nadamos.
Selecionamos DVD´s. Filmes. Vinhos, livros, revistas.
Imaginamos algumas decorações e buscamos os móveis adequados; utensílios...
Lemos todos os tipos de publicações de luxo que nem imaginávamos que existisse. Tomamos sopa de cenoura com gengibre de madrugada.
Pensei que fosse precisar chamar uma ambulância no café da manhã para ela, que experimentou absolutamente todos os itens oferecidos na mesa de frutas, de queijos, de pães, de omeletes, de doces, de geléias, de tipos de caffé espresso, de ... ufa!
Decidimos que domingo, lá pelas seis da tarde partiríamos de viagem de volta, para os longos três ou quatro quilômetros que nos separavam de casa.
No meio da tarde decidi voltar à suíte para um demorado banho de banheira, com todos os sais e espumas de banho que a mordomia me dava direito, enquanto a Elsa se divertia na academia.
Preparei a banheira, o som, uma taça de vinho...
Coloquei a tranca de segurança na porta para ficar a vontade e relaxei. Música e tranqüilidade... Caminho para a meditação. Nem sei por quanto tempo... quanto tudo é interrompido:
- Troc! Uma forte pancada na porta do quarto vindo do impacto contra a grossa tranca de metal, e pela fresta uma voz gritava:
- Bombeiro: abra! O sensor indica que há sinais de incêndio aqui!!
Acho que me enrolei no tapete do banheiro, tamanho susto! Quinze minutos depois a gerência do hotel morria de pedir desculpas pela falha no sistema!
E eu já vestida, sem acreditar como é difícil meditar e fácil quebrar o clima.
domingo, junho 13, 2010 | Marcadores: Provence, São Paulo, Turista | 7 Comments
Turista em São Paulo
Como São Paulo é minha cidade por adoção - nasci no interior do Estado e não posso negar por que está escrito na minha certidão de nascimento - algumas vezes, por mais que viva aqui mais da metade de minha vida, fico me achando turista. Principalmente quando posso estar por aqui num feriado, num domingo de sol e desfruto daquelas "delícias" inebriantes que só esta cidade oferece.
Calma, calma, cada cidade tem as suas.
(Vem por aí, em meus próximos textos, minhas incursões nesta adorável cidade!)
Noite dessas quando recebi para jantar meus mais novos "amigos de infância", ganhei o livro Cartas Extraviadas da Martha Medeiros da minha comadre Cris. Ela comentou que a Martha escreve poesia com sabor de crônica e que nossa nova "amiga de infância" Tonha Demasi escreve prosa com sabor de poesia!!
Eu, que depois que o bom senso me visitou após a adolescência, deixei de fazer poesia - metricamente falando; e na maioria das vezes...
Revirando gavetas "dei de cara" com esta mais atual. Por hoje ser feriado...
Em São Paulo eu sou turista
Eu sou artista, sou visita
E sou paulista.
Faço massagem na rua
Tomo café na padaria.
Caminho no Trianon
E por toda a Avenida Paulista.
Vasculho as prateleiras da Cultura.
"Encontro" Gilberto Salvador
E a Arte Naif
No silêncio de alguma galeria.
O múltiplo e o diverso!
Moro aqui
E vivo o que São Paulo me oferece.
Sou empresára e designer!
Espectadora e atriz!
quinta-feira, junho 03, 2010 | Marcadores: Poesia, São Paulo | 6 Comments
Começar a viagem por São Paulo
A avenida Paulista em toda sua extensão reúne atividades econômicas e culturais da maior importância para São Paulo e muitas vezes para o Brasil. Ao longo dos seus pouco mais de três quilômetros abriga o novíssimo prédio-sede da Petrobras; como a tradicional Fundação Casper Líbero que historicamente formou muitos dos mais importantes jornalistas do país, e que a radio difundiu as notícias essenciais do panorama nacional.
Palco de manifestações de toda ordem, reúne eventos incontáveis como a gigantesca, alegre e colorida Parada Gay ou a tradicional Maratona Internacional de São Silvestre.
No alto dos prédios desta avenida concentram-se o maior número de heliponto em uma única região e um “transito” impressionante de helicópteros.
Abriga continuamente importantes e expressivas exposições de arte em museus como o MASP (Museu de Arte de São Paulo) – criado por Assis Chateaubriand e com projeto de Lina Bo Bardi, que permite com sua arquitetura ímpar e arrojada - ainda para os dias de hoje, integrar visualmente pelo seu grande vão livre a visão completa dos arranha-céus do Centro da cidade (distante uns tres quilometros) com a preservação da natureza - no lado oposto ao Museu: uma área remanescente da Mata Atlântica, em pleno coração da cidade, o Parque Trianon, Tenente Siqueira Campos. E como bem escreveu Caetano Veloso sobre São Paulo: “da dura poesia concreta de tuas esquinas...” surgem os trabalhadores que utilizam o Parque como via de acesso e aqueles que lá vão buscar caminhadas, exercícios físicos, Tai Chi Chuan ou passear com seus filhos.
Em termos culturais, ainda encontra-se Galeria do Banco Central, o Museu da Numismática; galerias contemporâneas como a da FIESP, da Caixa Economia, do SESC e do Itaú. Com cinemas, teatros e shows.
Mega livrarias tradicionais como a Cultura no prédio do Conjunto Nacional, Martins Fontes ou a mais recente francesa FNAC.
A Casa das Rosas no início da Avenida, antiga residência do início do século passado, é hoje o Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.
É essencial um olhar atento e ávido para aproveitar o que se traduz dessa mistura de tradição e modernidade!
Maria Cristina Neuscheffer de Oliveira, minha amiga-irmã vivia me incentivando a transformar meus textos de viagem em um blog: Cris você conseguiu! Agora me aguenta!!
Há pouco mais de um ano conheci o arquiteto argentino Jorge A, que mora no Rio de Janeiro. Ele pediu-me para escrever uma visão mais romanceada de alguns pontos de São Paulo para mesclar a um texto dele técnico que seria publicado no O Clarim em Buenos Aires. Aceitei na hora, pois sempre amigos e amigos de amigos me escrevem pedindo um roteiro para visitar a cidade e ter um olhar paulistano.
Como não nasci aqui, falo um pouco como "filha" mesmo dessa cidade e um pouco como turista que adora explorar o que ela tem de melhor.
A foto é de Buenos Aires, tirada recentemente, e em homenagem ao motivo do texto.
domingo, outubro 18, 2009 | Marcadores: Buenos Aires, Karina Achôa, O Clarim, roteiro da cidade, São Paulo, viagens | 1 Comments
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